O Jardim do Paraíso, no Mausoléu de Humayun!

O post anterior foi sobre o Humayun's Tomb, uma das mais antigas construções com a arquitetura mughal/persa da Índia e também o percursor dos Mausoléus Jardins no país. 
 
O interessante é que este Mausouléu serviu de inspiração para a construção do Taj Mahal, mais de 80  anos depois.  
 
Como ficou um pouco extenso (post aqui), eu decidi escrever separado sobre o jardim e este é o assunto de hoje, juntamente com outras construções do Complexo Humayun's Tomb.

A foto acima eu fiz a partir de uma painel exposto no local, onde pode-se ver parte do jardim do Humayun's Tomb.

 Vista do jardim a partir da sacada/plataforma do Mausoléu

O Mausoléu possui um jardim dividido em quatro partes principais por passarelas de água corrente, criadas para se assemelharem ao Jardim do Paraíso, descrito no Alcorão. Por sua vez, estas quatro partes principais (calçadas) são separadas por canais em outras 36 partes.
 
Aqui podemos ver bem as divisões do Complexo e do jardim. 

O Jardim de Humayun é um exemplo geometricamente perfeito do gênero e simboliza o lugar do Imperador no Paraíso.

Caminho até a entrada oeste para o Complexo Humayun's Tomb

Portão de entrada oeste
  
O complexo de Humayun's Tomb também abriga muitos outros edifícios proeminentes que são exemplos da arquitetura do período anterior a Humayun.

Entre eles estão:

 Bu Halima's Tomb e Jardim 

Para o visitante entrar no complexo Humayun's Tomb, primeiro entra em um outro jardim, conhecido como o Jardim de Bu Halima.


No entanto, a origem do nome não é conhecido e, pelo estilo do jardim, poderia ser datado aos primeiros mughais na Índia. 

Mesquita e Túmulo de Isa Khan 
O túmulo e a Mesquita de Isa Khan está localizado ao sul do Jardim Bu Halima.

Entrada para o acesso à Mesquita de Isa Khan

Uma mesquita e uma tumba octogonal, construída no estilo Sur estão colocadas no complexo murado de Isa Khan.


Este é um outro Mausoléu, também com seu jardim, dentro do Complexo Humayun's Tomb.


Uma inscrição encontrada em uma laje de arenito vermelho indicou que o túmulo é de Masnad Ali Isa Khan, filho de Niyaz Aghwan, o camareiro-chefe do Imperador, e foi construído durante o reinado do Islã Shah, filho de Sher Shah Suri, em 1547-48.

Para entrar na mesquita foi necessário cobrir a cabeça e tirar os calçados

Teto da cúpula da mesquita

Sala com alguns sarcófagos

Não sei informar quem são os que estão enterrados aí, mas imagino que um dos sarcófagos de mármore dourado seja o de Isa Khan. 

Saindo da mesquita e calçando novamente os tênis

Mesquita Afsarwala e Afsarwala Tomb

A mesquita está localizada a sudoeste do portão principal do Mausoléu e a construção é datado entre 1560 e 1567. 


O túmulo está localizado ao lado da Mesquita Afsarwala e é um túmulo não identificado. Um dos sarcófagos de mármore dentro do túmulo tem a data de 1566-1567. 

Arab-Ki-Sarai
Portão de entrada para o Arab-Ki-Sarai

O Sarai foi construído por Haji Begum, a viúva de Humayun, em 1560-1561, para abrigar os trezentos sacerdotes árabes, que dizem terem sido trazidos com ela de sua peregrinação a Meca. 

Outra versão é que o prédio abrigava os trabalhadores persas e artesãos que estavam realmente engajadas na construção de túmulo do Humayun. O Sarai está localizado ao lado da mesquita Afsarwala. 

Complexo Humayun's Tomb é enorme e este post sobre o jardim do Mausouléu e algumas das construções também ficou um pouco extenso, mas são informações muito interessantes para serem desprezadas.



Este complexo e suas mesquitas foram residência pós-vida e seus moradores jamais passearam por aqui, mas a sensação que se tem é de estar nos jardins de um palácio, não entre túmulos. O lugar é muito bonito e transmite muita paz também. 


Eu iniciei o post com uma foto minha sentada no jardim e vou encerrar com outra, também sentada neste maravilhoso e super bem cuidado jardim. Depois de explorar todo o lugar, que é enorme, precisei descansar e repor as minhas energias. 

O que você achou, gostaria de passear e de descansar nos jardins de mausoléus?

Beijos,
Ana Maria
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Humayun's Tomb, o irmão mais velho do Taj Mahal

O post de hoje é bastante interessante, pois vou falar sobre um monumento que possui um significado cultural muito especial, pois foi o primeiro jardim-túmulo no subcontinente indiano e uma das primeiras construções do período mughal na Índia. 

É o Humayun's Tomb (Túmulo de Humayun), em Delhi, capital da Índia, que também serviu de inspiração para a construção do Taj Mahal, um século depois, na cidade de Agra.
  
Humayun's Tomb é o mais antigo mausoléu mughal de Delhi

O Humayun's Tomb foi uma iniciativa da viúva Hamida Banu Begum, que iniciou a construção em 1565, nove anos após a morte de seu marido. A construção foi concluída e inaugurada em 1572. Os restos mortais da viúva também se encontram neste Mausoléu. 

O Mausoléu foi construído com escombros de alvenaria e foi o primeiro a usar arenito vermelho e mármore branco em grande quantidade. Possui dois andares e uma plataforma enorme, com 1.200m2. A altura do Túmulo de Humayun é de 47 metros e sua largura é de 91 metros.

Este mausoléu mais se parece com um palácio luxuoso do que com um túmulo! 

Do século 17 ao século 19, o Mausoléu foi gradualmente preenchido com os túmulos dos descendentes do Imperador Humayun e sua comitiva. Possui mais de 100 sepulturas e também é chamado de "Dormitório dos Mughais" ou "Necrópole da Dinastia Mughal". Vários imperadores mughais ainda estão enterrados dentro deste mausoléu.

Nenhum outro sepulcro na Índia contém tantos túmulos de imperadores mughais e seus familiares como o Humayun's Tomb.


O piso inferior desta construção é decorado com arcos elegantes, que estão localizados em torno de todo o perímetro do edifício. A câmara central é octogonal, com câmaras que abrigam os túmulos de outros membros da família imperial.

Pequena escada para o terraço do Mausoléu

Do terraço podemos apreciar uma belíssima vista para o jardim

  O remate de bronze sobre a cúpula de mármore branco possui 6m de altura.

* A foto acima foi publicada hoje em uma famosa conta de instagram na Índia: a @desi_diaries, com o título: Happy Tourist (Turista Feliz). Até o momento, recebeu quase 700 Likes.

Isso porque eles não viram esta foto... talvez a chamariam de "Jump's Happy Tourist" (O Pulo da Turista Feliz).


A arquitetura do mausoléu tem detalhes tanto de arquitetura persa/mughal, quanto da tradicional arquitetura indiana.


Na parte superior da construção, sob a cúpula, encontra-se o Sarcófago do Imperador Humayun, localizado no centro da fileira superior, em uma grande sala decorada com várias fileiras de janelas em arco. O corpo do Imperador encontra-se 7 metros abaixo do piso.

Posso dizer que estive bem perto de um dos maiores imperadores mughais da Índia.

A luz que vem destas janelas é também chamada de "Luz Divina"

O Humayun's Tomb está localizado na parte oriental de Delhi (New Delhi), na Mathura Road, Nizamuddin, bem próximo ao Memorial de Mahatma Gandi (post aqui). Eu visitei o memorial de Gandhi e em seguida, visitei este. De um para o outro eu me desloquei de tuk tuk.

A foto acima eu extraí do Google, pois ela tem uma vista mais ampla do terraço.

A entrada custa 250 INR (rúpias indianas), cerca de R$ 13,00. Em 1993, foi declarado pela UNESCO "Patrimônio Mundial da Humanidade". 

*Valor atualizado, em novembro de 2018: 650 rúpias.
*Valor atualizado em dezembro de 2020: vendas apenas online e o valor é de 600 rúpias.


Apesar de algumas paredes brancas estarem bastante sujas e manchadas, o Mausoléu está muito bem preservado. Quando eu o visitei, em maio deste ano, algumas partes estavam sendo restauradas. 

*Os trabalhos de restauração no Complexo Humayun's Tomb iniciaram em 2003.

Como este Mausoléu é de extrema importância cultural e arquitetônica, como muitos outros monumentos antigos na Índia, post acabou ficando enorme, então a parte do jardim fica para o próximo post.

"Irmãos" com quase 100 anos de diferença

Acima, fotos o Humayun's Tomb e o Taj Mahal. A arquitetura dos dois é realmente muito parecida e não nega a influência do primeiro sobre o segundo, que acabou tonando-se muito mais famoso devido à sua história de amor.

Na verdade, se analisarmos os fatos, o Humayuns's Tomb também representa uma história de amor! Após a morte do marido, a esposa dele mandou construir este túmulo. Com o Taj Mahal, mais de 80 anos depois, foi o marido quem mandou construir para a esposa falecida. 

Aposto que, como eu, você só tinha ouvido falar no Taj Mahal, não é? Mas o que você achou do irmão mais velho do Taj Mahal?

Beijos,
Ana Maria
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Resumo da semana: 10 a 14 de agosto

A semana que passou teve assuntos bem interessantes por aqui. Se você perdeu algum, a seguir veja o resumo de cada dia. Para ler o post completo, é só clicar no link que fica após cada descrição.


Segunda-feira, dia 10 de agosto: Saiba como ganhar uma sombra da MAC
 A Loja Glamourosa, em parceria com o blog vai presentear uma leitora com uma belíssima sombra da MAC. É supre simples concorrrer, saiba como lá no blog, clicando aqui.

Terça-feira, dia 11 de agosto: Tem muito turista sem noção solto por aí
Um turista sem noção é capaz de aprontar coisas impensáveis e, além de desrespeitar a cultura local, acaba causando muitos prejuízos e muitas vezes, até cometendo crimes. Saiba o que estes insanos andam aprontando por aí. Link aqui.
 
Quarta-feira, dia 12 de agosto: Shopping Center em Delhi, India
Em Delhi, a capital da India, eu conheci um shopping center enorme, bem ao estilo ocidental. Saiba qual é clicando aqui.

Quinta-feira, dia 13 de agosto: Peregrinação em Ajmer (Rajastão) e orações muçulmanas
Todo ano, no mês de maio, acontece uma peregrinação dos muçulmanos de várias partes do mundo para o Dargah Shariff, em Ajmer, uma cidade do Rajastão, na India. Este ano, uma brasileira não muçulmana também participou das orações. Saiba mais aqui.

Sexta-feira, dia 14 de agosto: Qual é o segredo do cabelo das indianas?
O que as indianas fazem e o que elas não fazem para ter um cabelo tão lindo e saudável? Eu descobri algumas dicas interessantes na minha viagem à India e conto tudo lá no blog. Link aqui.

Esta semana os assuntos foram bastante variados e eu espero que você tenha gostado. Se ainda não leu algum post, aproveite o fim de semana para colocar a leitura em dia!

Até segunda-feira! Beijos,
Ana
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Afinal, qual é o segredo do cabelo das indianas?

Esta é uma pergunta que eu ouvi muito antes de viajar e até quando eu estava na Índia eu recebi algumas mensagens de amigas e de leitoras pedindo para eu tentar descobrir qual era, afinal, o segredo das indianas terem os cabelos tão lindos e fortes...


Vou falar o cabelo das mulheres do norte da Índia, onde eu passei 32 dias. Não fui para o sul, então eu não sei se lá é diferente.

O principal é bem óbvio, é a genética! O cabelo forte, grosso, brilhoso e preto é da etnia das indianas. Porém, existem algumas coisas importantes que eu observei que elas fazem (e também o que elas não fazem) com seus cabelos e eu vou contar no post de hoje.

O que as indianas fazem para manter os cabelos lindos, longos e saudáveis:

1- Antes de lavar, elas fazem umectação nos fios e, durante a lavagem, massageiam bem o couro cabeludo.

*A umectação é feita com óleos naturais, principalmente o óleo de coco, que é massageado também no couro cabeludo, não apenas nos fios. O pulo do gato está na massagem, quando os folículos capilares são ativados.

2- Quase 100% das indianas adultas usam cabelos bem longos e, talvez por isso, não lavam todos os dias e sim, cerca de 2 ou 3 vezes por semana.

3- Como os cabelos são muito longos, ao dormir, para evitar o emaranhado de fios e, por consequência, a quebra, as indianas costumam fazer uma trança, um pouco frouxa para não marcar, só para segurar os fios alinhados. Na manhã seguinte, elas soltam. Ou saem de trança mesmo. 

4- Elas se preocupam muito com a saúde dos cabelos e isso começa com a alimentação. Elas comem muitos vegetais, sementes, frutas e bebem muita água. Pouquíssimo ou quase nada de alimentos industrializados. Elas evitam ao máximo.

5- Além do óleo de coco, elas usam muito também óleo de amla (uma amêndoa indiana), pó de amla para dar brilho (também pó de Meera) e complementam a alimentação com cápsulas ayurvedicas (vitaminas com componentes 100% naturais).

Óleo de coco Dabur Vatika

Eu já uso há alguns anos o óleo de coco Dabur Vatika, que não possui óleos minerais e é um composto com 8 ou 9 ervas (post aqui). Atualmente eu uso a cada 15 dias, mas penso que deveria usar, no mínimo, uma vez por semana. É que eu acabo esquecendo.

Vitaminas contra a queda e vitaminas para fortalecer os fios.

E olhe só o que eu comprei de vitaminas naturais para os cabelos. São 6 meses de tratamento e mais adiante vou fazer resenha sobre estas vitaminas.

Agora, o que as indianas não fazem com os seus cabelos:

1- Não usam químicas no cabelos, muito menos água oxigenada. Não usam tinturas, mechas, tonalizantes, escovas, progressivas, chapinhas, etc. E a maioria também não usa secador. Ou seja, sem química ou calor artificial nos fios. Existe uma minoria que alisa os cabelos, mas são poucas.

As únicas indianas que eu vi com alguma alteração na cor natural dos fios foram mulheres mais velhas, que pintam os cabelos brancos com henna. Mas nada de ficarem loiras, como as brasileiras. 

*Ah, eu vi muitos homens mais velhos também usando henna.

2- Não costumam cortar os cabelos, nem as pontas, por isso eles são tão longos.

3- Não costumam molhar os cabelos na água salgada do mar ou em piscinas. Como são raras (no norte do país, raríssimas) as indianas que vão a praia de maiô ou biquíni, elas apenas molham os pés, não entram com todo o corpo. Ou seja, até nisso elas preservam, mesmo sem querer, a saúde dos fios.

Então, nos 32 dias em que eu estive na Índia, foi isso o que eu observei em relação aos cabelos das indianas. Não é nenhum segredo, apenas a genética, aliada a hábitos saudáveis que preservam e não estragam os fios.

**Acho que eu não esqueci nenhuma outra informação importante. Mas caso eu me lembre depois, volto aqui e complemento o post.

No meu caso, a parte da química, mechas, escova... difícil para eu abrir mão!

Fora a genética, que não pode mudar, o que você costuma fazer com seus cabelos que as indianas também fazem?

Beijos,
Ana
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Participando das orações muçulmanas durante a Peregrinação Anual em Ajmer!

Eu citei em outro post sobre a espiritualidade dos indianos, que cerca de 80% da população é hindu, 14% muçulmana e os outros 6% são sikhs, budistas, etc. e já postei também sobre minha ida a um templo hindu. Hoje, vou mostrar como foi a minha visita à uma mesquita na cidade de Ajmer. 

Ajmer é a quinta maior cidade do Rajastão, região norte da Índia, com uma população de cerca de 551.360 habitantes e fica distante 391km de Delhi, a capital da Índia. 


Cercada pelas montanhas Aravalli, Ajmer é um grande centro de peregrinação para Dargah Shariff, ou Ajmer Shariff, como também é chamado, onde se encontra o túmulo do santo sufi Harzat Khwaja Moinuddin Chisthi, um dos mais importantes santos para os muçulmanos. Entre os seus discípulos, incluíam também os imperadores mughais.

Curiosidade: este local é adorado tanto por muçulmanos quanto por hindus, pois é um templo sufi!


* Dargah: nome dado ao túmulo de algum importante santo ou líder muçulmano sufi.

Pessoas de todas as castas, seitas e crenças podem entrar e fazer as suas orações no Dargah.

Seu estilo arquitetônico, com onze arcos, é típico Mughal e seu interior é ricamente adornado com ouro e prata e o mármore branco foi extraído das mesmas minas em Makrama, de onde também foi extraído o mármore usado na construção do Taj Mahal, em Agra.

Para entrar no local é obrigatório tirar o calçado e cobrir a cabeça.

No seu pátio interno abriga a mesquita Akbari Masjid, que foi construída no século 16, pelo rei Mughal Akbar, em devoção e gratidão pelo nascimento de seu filho, o príncipe Salim (Jahangir).

Akbar foi o primeiro imperador mughal a visitar o Dargah a pé, quando Ajmer ficou sob sua posse. Ele percorreu todo o caminho a pé, de Agra até Ajmet. 

Todo ano, no mês de maio acontece uma peregrinação ao Dargah, com fiéis vindos de todas as partes do mundo. Em maio deste ano, havia uma brasileira entre eles: eu!

No Dargah existe também uma Instituição de Ensino de Educação Religiosa para as crianças.

Para controlar o tempo das orações, vários relógios na entrada da mesquita

Akbari Masjid está localizada no lado direito da entrada principal. A fachada é decorada com ouro, bem como os lustres de cristal belga, que pendem do alto, no lado de dentro do santuário. Os relógios são outra característica regular de mesquitas e túmulos, para manter o controle do tempo de oração dos fiéis.


Minha ida à mesquita não foi uma visita comum, muito menos turística. Eu fui convidada a participar das orações, junto com as mulheres muçulmanas do local, durante o mês das peregrinações.

Quando se entra neste santuário, o que se vê é um outro mundo. Todos com o pensamento voltado para as orações. Cheguei ao Dargah ao entardecer, pouco antes da oração do crepúsculo. 


Muitas mulheres querendo tirar fotos comigo, era notório que eu era estranha ao local. Muitas perguntas, de todo tipo, foram feitas a mim pelas mulheres, curiosas com a minha presença. 


Uma multidão de homens, mulheres e crianças circulam pelo interior do Dargah. No momento da oração, os homens se dirigem a um pátio e as mulheres vão para outro recinto. As orações, que duram cerca de 10/15 minutos, são feitas separadamente. Depois, todos voltam a se juntar e a circular pelo Dargah.

Os arranjos de pétalas de rosa emitem um perfume incrivelmente forte, que invade o ambiente. 

Flores e arranjos são vendidos lá dentro para serem oferecidas em "altares" específicos e eu vi também um gigantesco poço onde os fiéis depositam as suas doações. Ninguém é obrigado a doar nada, faz isso quem quer e pode.


Presenciei também um ritual com música e bater de tambores, algo inexplicável para mim. Eu pensava que as preces eram apenas aqueles momentos de silêncio e concentração, mas é muito mais do que isso. Não sei se as festividades e rituais que eu presenciei são normais ou acontecem apenas no mês da peregrinação.

Não é permitido câmeras fotográficas no interior do Dargah, mas fotos com celular está liberado. Apenas no interior da mesquita não é permitido nenhuma foto.

Atentado terrorista: em 11 de outubro de 2007, às 18h12min, logo após à oração da noite, ocorreu uma explosão próximo de um pátio externo do Dargah. Três pessoas morreram e 17 ficaram feridas. A bomba encontrava-se em um carro e concluiu-se que os aparelhos celulares encontrados no local foram usados para ativar o dispositivo.


Uma enorme concentração do comércio da cidade, principalmente de alimentação, gira em torno deste Dargah e após as orações, o movimento em volta é bastante frenético. Existem muitas opções de lanches, restaurantes veganos e não veganos. Muitos doces típicos super diferentes também são vendidos nas lojas/bancas em volta do Dargah.

Após as orações, todos os locais em volta ficam lotados de pessoas, pois mesmo quem não está com fome, é atraído pelo aroma dos temperos e comidas típicas.


Participar das orações, especialmente no mês das peregrinações e pré Ramadã (período sagrado dos muçulmanos) foi uma experiência bastante interessante. Eu também não escondi de ninguém que não era muçulmana e, mesmo assim, fui muito respeitada!

Beijos,
Ana Maria
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