Mehrangarh, o majestoso Forte do Sol!

O Mehrangarh Fort encontra-se em Jodhpur, no Estado do Rajastão. É a principal atração da cidade e um dos maiores e mais belos fortes da Índia. Localizado no alto de um penhasco, ele pode ser visto de praticamente qualquer ponto da cidade.


O Mehrangarh Fort foi fundado em 1459 por Rao Jodha e, desde o século XV, está sob o controle da família Ratohre.


Rao Jodha (1438-1489), o décimo quinto Rathore no poder, começou a construir um forte em uma rocha isolada com uma elevação maior (está a 125m de altura da cidade) e com melhores defesas naturais. A entrada para o Forte pode ser feita através de uma série de sete portões.


Uma muralha de 9,5m de extensão envolve o Forte, que também possui sete portões e mais de cem torres de proteção.

Vista da Cidade Azul, do alto do Forte

A cidade de Jodhpur surgiu em sua base. O forte foi chamado Mehrangarh, que significa "Forte do Sol", uma referência à ascendência mítica do clã do Deus Sol Surya.


Nas muralhas do forte encontra-se uma parte dos canhões originais da época em que o Forte foi construído.

Não importa o lado, a vista sempre é de tirar o fôlego!

Vista para o Jaswant Thada, um memorial de mármore branco construído pelo Marajá Sardar Singh, no final do século XIX, em homenagem ao seu pai, o Marajá Jaswant Singh II. Fica distante cerca de 1km do Forte, mas não visitei.


Os séculos seguintes após a fundação do forte foram marcados por rivalidades entre os clãs Rajput e por outras ameaças externas.


A cidade e forte de Jodhpur foram invadidos e os Rathores foram reduzidos a resistência de estilo de guerrilha em seu próprio reino. Em algumas paredes do Forte podemos ver as marcas de balas de canhão feitas pelos invasores, em 1808!

Interessante a pose destes cães. Seriam os guardiões do Forte?

O Mehrangarh Fort era um objeto de grande poder e prestígio, usado não apenas como uma base militar, mas também como um palácio para os governantes e suas mulheres, um centro de patrocínio para as artes, a música e a literatura.


Com vários templos e santuários, muitos deuses hindus eram cultuados no Forte, como podemos constatar na visita.

*Os Marajás eram hindus, ao contrário dos Imperadores, que geralmente eram muçulmanos.


As paredes externas, de arenito vermelho parecem pegar fogo sob o sol do Rajastão, enquanto incontáveis águias sobrevoam o Forte.


O atual chefe do clã Rathore e custodiante do forte, Maharaja Gaj Singh II, que vive no Palácio Umaid Bhawan, tem preservado este tesouro arquitetônico e desenvolveu o museu como um registro das vidas de seus antecessores.

Sheesha Mahal - Palácio dos Espelhos

No museu encontram-se muitos aposentos com verdadeiras relíquias da vida da corte indiana. Tudo muito bem preservado.

Este indiano só no narguilé!

Encontrei diversos músicos no trajeto da entrada até o interior do Forte.


Tem que ter um bom preparo físico para conseguir explorar todo o Forte. Mas existem várias cafeterias e um restaurante para uma paradinha de descanso.


Esta placa logo na entrada avisa aos visitantes que tomem cuidado ao circularem pelo Forte, pois o piso é irregular e cheio de degraus. Alerta também contra o perigo das famosas "selfies".

A entrada no Forte não é cobrada, apenas para quem deseja visitar o museu.

Valores para estrangeiros: 500 rúpias (R$ 26,00) com direito a audioguia (infelizmente, não tem em português), deixando um documento como garantia. Na entrega dos fones, recebemos nosso documento de volta.

Câmera fotográfica: 100 rúpias (R$ 5,00) por câmera.

Filmadora: 200 rúpias (R$ 10,00).

*Não há cobrança por celular com câmera.

**Valores de março de 2016.


Quanto tempo deve-se reservar para a visita?
No mínimo, metade de um dia, pois tem muita coisa interessante para ser vista. Se estiver com mais tempo, pode até reservar o dia todo. Eu cheguei no Forte em torno das 10h e saí de lá já era quase 17h. Mas consegui explicar praticamente cada cantinho do Forte.


O Mehrangarh Fort é tão magnífico que não consegui resumir a visita em um único post. E olha que não sou assim tão fã assim de museus, mas o Forte do Sol é tão majestoso que vale cada minutinho que se passa lá dentro.


No próximo post vou mostrar um pouco do museu, do restaurante e mais algumas áreas do Forte.


Gostou do Forte ou este tipo de passeio não atrai você?

Beijos,
Ana Maria
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A beleza das indianas e seus trajes típicos!

Muita gente me pergunta sobre as roupas indianas, principalmente sobre os saris, então fiz uma pequena pesquisa e decidi mostrar aqui como são os trajes típicos de algumas regiões da Índia. Não são trajes do dia a dia, são trajes culturais, para ocasiões especiais.

Os trajes tradicionais indianos foram definidos ao longo do tempo pela religião e pela lei, tornando-se parte da cultura de cada região do país. O estilo e qualidade dos tecidos, além dos acessórios ou jóias são de acordo com a casta ou classe social dos indianos.


Na foto acima, eu estou em meio a mulheres do Gujarat. Elas vestem o tradicional sari do dia a dia e, mais abaixo, você verá como é o traje típico festivo do Gujarat.

A Índia possui 30 Estados, porém eu vou mostrar aqui os trajes típicos femininos de 9 Estados, para você ter uma ideia de como eles podem ser diferentes entre si.

*As fotos e descrições foram extraídas da fanpage de "Best Things in India". Tradução adaptada.

Estado de Assam - Capital: Guwahati

As mulheres assameses usam um Chador Mekhela com ricos detalhes no tecido. O traje contém duas peças: Mekhela é a saia que elas usam por baixo, para fixar o Chador, que a cobre cheio de pregas. Tradicionalmente confeccionados com Muga ou Paat (tipos de sedas). Dançarinas Bihu costumam usá-lo.

Estado de Bengala Ocidental (West Bengal) - Capital: Calcutá (Kolkata)

A típica moda feminina Bengali pode ser visto em Saree (sari). Este é um dos mais tradicionais vestidos, usados principalmente por senhoras. Geralmente, os sarees de Bengala Ocidental são confeccionados em seda ou algodão.

Estado de Gujarat - Capital: Gandhinagar

As mulheres Gujarati vestem a Chanyua, que é uma saia colorida, normalmente bordada com cristais, uma blusa bordada chamada "Choli" ou "Polku", juntamente com "Odhani", que é um enorme tecido que cobre o corpo e a cabeça.

Estado de Haryana - Capital: Chandigarh (a mesma do Punjab)

O traje tradicional das mulheres de Haryana é diferente. Elas costumam usar Damaan, que é uma saia na altura do tornozelo, a "Kurti", que é uma camisa até a cintura e o "Chunder", que é um longo tecido que as mulheres usam para cobrir a cabeça.

Estado da Caxemira (Jammu and Kashmir) - Capitais: no verão é Srinagar e no inverno é Jammu

O traje tradicional da Caxemira é o Pheran, que é uma longa bata solta, com o comprimento abaixo dos joelhos, juntamente com um turbante branco que é amarrado em forma de gorro para prender os cabelos, antes do lenço colorido. Por baixo, elas usam uma calça justa, sem rendas e sapatos chamados "Gurgabi".

Estado de Kerala - Capital: Thiruvananthapuram

A roupa tradicional das mulheres de Kerala é o Neriyathum Mundum, constituída por dois pedaços de tecido. Mundu é a parte do tecido que cobre a parte inferior do corpo, enquanto o Neriyathu é a parte que cobre a blusa e este traje pode ser usado em qualquer estilo tradicional. Pela descrição, é o tradicional sari!

Estado de Maharashtra - Capital: Mumbai

O traje Maharashtra é influenciado pela tradicional cultura Maharashtrian. As mulheres deste Estado usam um saree com 9 jardas (choli + saree). Este estado exibe uma grande variedade de trajes adequados para ocasiões especiais.

*Jarda: é uma unidade de comprimento utilizado em alguns países de cultura inglesa. Uma jarda equivale a 0,914 metros ou a aproximadamente 91 centímetros. 

Estado de Punjab - Capital: Chandigarh (a mesma de Haryana)

Pulkari é o traje tradicional punjabi, com um bordado incrível, conhecido como Bagh, com cores brilhantes e padrões atraentes.

Estado do Rajastão - Capital: Jaipur

As roupas das mulheres do Rajastão são bem notáves e animadas. Elas usam uma saia longa, chamada Ghaghra e mais o Choli ou Kurti (blusas e tops) com um Odhani. A Ghaghra tem o comprimento logo acima dos tornozelos e tem uma cintura estreita, aumentando a largura e afinando para a base.

Estado de Tamil Nadu - Capital Chennai

As mulheres Tamilian se vestem vestida de forma tradicional na rotina diária, mas quando els têm que ir a um casamento, elas preferem usar o pesado Kanchipuram Sari.

Abaixo seguem alguns modelos tradicionais de saris (sarees), em tecidos luxuosos, usado em ocasiões festivas e/ou por mulheres com alto poder aquisitivo.

Sari ou Saree
Modelos de saris

O sari é um traje tradicional muito popular entre as indianas e ainda usado por mulheres de todas as castas. O sari é feito com um único tecido, de comprimento médio entre 6 a 8 metros por 1,20m de largura. 

Eu adorei estes trajes típicos e gostei de vários. O meu estilo preferido é o das mulheres do Rajastão, com muita cor, brilho e acessórios. E você, gostou mais de qual?

Beijos,
Ana Maria
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Espaço aberto para o leitor(a)!

Desde que eu criei o blog, no final de 2011, eu tento colocar aqui quase todas as minhas experiências de viagens, passeios, dicas de produtos legais e até algumas receitinhas saudáveis, afinal, saúde é a nossa maior beleza. E fico muito feliz quando alguém se inspira ou se beneficia com alguma informação do blog.

Bom, o fato é que eu estou abrindo espaço para que você também participe contando uma ou mais dicas e experiências suas com algum produto de beleza, serviço ou viagem. 


Espaço do Leitor:  nste espaço você pode contar sobre o que te inspirou aqui no blog ou sobre algo novo também, que você descobriu a partir de uma experiência sua. Pode ser também sobre a viagem dos seus sonhos, que você ainda não realizou e quer compartilhar as suas dúvidas e desejos. 

Pode enviar apenas texto, com ou sem fotos, enfim, como você desejar. Não precisa ser nada muito elaborado, apenas que seja verdadeiro. 

Que tal? O espaço está aberto, não tem prazo final estipulado, pode ser em qualquer tempo. Será uma honra publicar aqui a sua dica ou experiência. Muita gente também poderá se inspirar em você!

*Já recebi alguns retornos inbox, mas acho interessante compartilhar, por isso estou solicitando que você autorize a publicação. Caso você não queira divulgar o seu nome completo ou sua foto, me informe sobre isso, mas neste caso seria interessante enviar pelo menos uma foto do produto ou do lugar visitado.

O email para envio é o faleconosco@viagensebeleza.com 

Fico aguardando! Beijos,
Ana
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Todas as cores da Cidade Azul!

No post anterior eu fiz uma apresentação da cidade de Jodhpur, na Índia, em um vídeo resumido e hoje, para quem se interessou em conhecer um pouco mais sobre a Cidade Azul do Rajastão, também chamada de Cidade do Solsegue o post com informações mais completas.


Jodhpur, que tem um milhão e meio de habitantes, mas ainda conserva o ar e o charme de uma cidadezinha do interior.


Eu fui a Jodhpur partindo de Delhi e foram 12 horas de trem, que percorreu 662,90km. Por sorte, consegui um vagão sleeper (com cama) e ar condicionado. Paguei 947,90 rúpias pelo trecho, o equivalente a R$ 60,00, no câmbio de março. Lembrando que, quanto maior a antecedência na compra, mais barato custa o bilhete. Eu comprei apenas um dia antes e tive sorte de ainda encontrar lugar.



A cidade, fundada em 1459, possui um aeroporto, uma estação de trens e as estações rodoviárias são duas, se não estou enganada.


A parte nova tem ruas mais largas e é cheia de lojas, escritórios e um trânsito bem intenso. A cidade é bastante arborizada, o que ameniza um pouco a poluição do ar.

Este é um dos dois portais do Sardar Market

 Torre do Relógio, bem no centro da praça do mercado.

Na parte antiga, tem o Mercado Sardar com a famosa Torre do Relógio no centro. Tem também outros mercados em volta, ruas bem estreitas e sinuosas as famosas construções pintadas de azul, tudo aos pés de um magnífico forte, que tornam este lugar muito típico e charmoso. 


Neste mercado vendem muitas pulseiras, frutas, verduras, utensílios para casa, decoração, artesanato, até roupas e calçados. 

Tem tantas tendas de vendedores que mal conseguimos ver as lojas que circundam a praça.

Pulseiras, de todas as cores! Muito interessante o jeito que os indianos as organizam!

Paradinha para "photo" não podia faltar!

As indianas adoram estas motos tipo scooter.


Como eu fui na semana que começava a primavera, tinha ainda à venda os pós coloridos que o pessoal usa para brincar o Holi, o Festival das Cores, quando os indianos celebram a chegada da primavera (tem post em breve).

Alguns vendedores testavam os pós coloridos neles mesmos!


Eu vi muitos homens de turbante laranja por lá. É uma das característica dos homens do Rajastão usar turbante. 

Estes dois compraram os "tambores" para celebrar o Holi.

Sim, apesar do caos e da agitação frenética, entre as cidades do Rajastão que eu conheci, Jodhpur foi a que eu mais gostei.


Tuk tuks coloridos, nestes eu não andei!

Motorista de tuk tuk, cheio de pose, aguardando passageiros

Esta loja também fica na parte antiga da cidade, mas fora do Sardar Market.

Olha só quanto salgadinho "saudável".  E o incrível é que a maioria é bem picante!

Nesta ruazinha estreita só passa tuk tuk e moto.


Esta outra rua mais larga é caminho até o Forte. Subi de tuk tuk e desci caminhando. 


Mais uma paradinha para um bate papo rápido e "please, photo, photo", como me pediam  os indianos!

Quase todas as ruas assim, bem limpinhas!

Este é um hotel bem antigo, mas eu adorei a construção!

Olhe bem e você verá um menino saltando!

Este enorme poço, cheio de degraus, que fica bem em frente ao hotel da foto mais acima, se chama baoli, baori, baudi, bavari ou vav. A nomenclatura varia de acordo com a região da India.

Estes poços são enormes reservatórios de água escavados no solo, em socalcos. Possuem uma série de degraus sucessivos numa ou em mais de suas paredes, por onde se faz o acesso à água armazenada.


Esta estrtutura permite não só um funcionamento eficaz com qualquer nível de água como também a manutenção do próprio poço. Extremamente prático.

O mercado funciona até bem tarde da noite!

E quando o mercado encerra as atividades, as vaquinhas se recolhem em volta da Torre do Relógio.


Alguns prédios ficam ainda mais coloridos à noite. Pelo que eu pude observar, as cidades do Rajastão são realmente as mais coloridas da Índia!


Até a Torre do Relógio fica iluminada em cores!


E para encerrar, um jantar com comidinha típica indiana: vegetais com pimenta, arroz, roti (o pão da esquerda) e papari, (o pão da direita). Ai, que saudades!


Este post foi um complemento ao vídeo de apresentação de Jodhpur. Continue acompanhando o blog que em seguida tem o Forte, o Palácio, os mercados de rua e o Festival da Cores (Holi)!


Espero que você tenha gostado!

Beijos,
Ana
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Jodhpur, a Cidade Azul do Rajastão

Jodhpur, mais conhecida como a Cidade Azul, por conta das construções azuis na parte antiga, também é chamada de Cidade do Sol, já que o mesmo brilha forte quase o ano inteiro por lá. por conta. A cidade está localizada no Estado do Rajastão, na Índia, e foi fundada em 1459.

Origem das casas azuis: além de questões práticas, há uma razão histórica também. A cor azul (cor fria), assim como o branco, ajuda a deixar a casa fresca, mas sem refletir a claridade nos olhos. 

A origem histórica é que antigamente havia uma grande população de brâmanes (a mais alta das castas) em Jodhpur, cujas casas eram pintadas de azul. E depois, a população em geral também começou a fazer o mesmo.


Atualmente, Jodhpur conta com 1 milhão e meio de habitantes. Para o tamanho da cidade e padrão indiano, até que não é muito, principalmente se comparada à capital do Estado, Jaipur, que já passa dos 4 milhões.

Hoje eu vou mostrar um vídeo de apresentação de Jodhpur e o post completo sai amanhã. 

Então, aperta o play e vem comigo!



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Na sequência, haverá posts e vídeos sobre o maravilhoso Forte, um dos mais belos da Índia, o Palácio do Marajá de Jodhpur e os mercados de rua.

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Beijos,
Ana Maria
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