Wagah Border e a animação dos indianos - vídeo!

Publiquei hoje cedo um post mais detalhado de como é a cerimônia de arriamento simultâneo das bandeiras da Índia e do Paquistão, em Wagah Border, no estado de Punjab.

E neste vídeo, eu dou um destaque maior de como os indianos transformam um evento que poderia ser chato, numa divertida comemoração!

Aperta o play e vem comigo!

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Que tal, não é super legal e divertida este evento militar?

Beijos,
Ana
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Como é a cerimônia da bandeira em Wagah Border, fronteira Índia x Paquistão!

Wagah é um vilarejo localizado na Grand Trunk Road, passagem da fronteira da Índia com o Paquistão, entre as cidades de Amritsar e Lahore, estado de Punjab (noroeste da Índia). Até 1999, a Grand Trunk Road era a única ligação rodoviária entre estes dois países, quando foi aberta a Aman Setu, na Caxemira.


Por Wagah passa a polêmica Linha Radcliffe, criada em 17 de agosto de 1947, como uma linha de demarcação de fronteira entre Índia e Paquistão.


Do outro lado do portão de ferro, Paquistão! E eu, bem pertinho!

Lado paquistanês da fronteira

Wagah Border é área exatamente o ponto de fronteira, onde existe até um portão de ferro que separa os dois países. Neste local, todos os dias, ao entardecer, acontece uma parada militar simultânea Índia/Paquistão, com o recolhimento das bandeiras. Cada um no seu limite territorial, é claro.

Cerimônia ocorrida em 15 de março de 2016

Esta cerimônia chama-se Retreat Beating e é uma prática militar diária, em que as forças de segurança da Índia (Força de Segurança de Fronteiras) e Paquistão (Pakistan Rangers) seguem em conjunto desde 1959.

Local onde os carros e vans devem aguardar os visitantes

Eu estava hospedada em Amritsar, distante 32km e contratei um táxi para me levar (e me aguardar) para assistir a Retreat Beating. Paguei em torno de 20 dólares para o taxista. A entrada para assistir à cerimônia de fechamento de fronteira é gratuita.

Descendo do táxi, o jeito é bater perna até o local da cerimônia!

Hahaha, fotografada fazendo um lanchinho antes do evento.

Quando a gente chega, o táxi precisa ficar há uma distância de pouco mais de 1km e o caminho até o local da cerimônia é feito à pé e, obviamente, se passa por revista.

À direita, a fila de revista masculina. À esquerda, a feminina.

Há um policiamento ostensivo pela India Army de fronteira. Para assistir à cerimônia não se paga nada e existe uma separação entre estrangeiros e indianos. 

Eu fiquei na área reservada aos estrangeiros que assistem a cerimônia no lado indiano.

Os indianos contam até com um "animador oficial"!

Os indianos lotam as arquibancadas e são muito animados. Cantam, dançam, fazem do momento uma verdadeira festa. 

Platéia indiana

Platéia paquistanesa

E agora, todos numa única foto!

No lado paquistanês, meia dúzia de gatos pingados assistem à cerimônia e eu não consegui ouvir nada. Ou porque eles não fazem muito barulho mesmo ou porque o barulho dos indianos é bem maior e abafa a "animação" paquistanesa.


A cerimônia indiana começa com um desfile de estudantes, que correm de um lado para o outro segurando a bandeira da Índia.

Militares que participam da cerimônia


Em cada lado do portão de ferro, um soldado de infantaria está de prontidão. Quando o sol começa a se por, os portões de ferro na fronteira são abertos e as duas bandeiras são arriadas simultaneamente.

Portões abertos da fronteira Índia x Paquistão

As bandeiras são dobradas e a cerimônia se encerra com um aperto de mão entre os soldados de ambos os lados e então, os portões são fechados novamente.

Assim que a cerimônia acaba, todo mudo vai até o portão da divisa entre os dois países para tirar fotos.

Assim que a cerimônia acaba, os visitantes descem das arquibancadas, vão até o portão de ferro tirar fotos e depois ficam dançando ao som de uma música bem alta, colocada pela própria polícia de fronteira.

A bandeira da Índia é bastante disputada para fotos!

Meu momento tiete!

E todo mundo aproveita para tirar fotos com a bandeira da Índia, com o locutor e com os demais soldados.

Mas eu também "causei" com os indianos! Aqui, apenas algumas das fotos da série "Exóticos são os outros!"

Após mais ou menos 30 minutos do fim da cerimônia, a música é desligada e tomo mundo convidado a se retirar e segue-se de volta pelo mesmo caminho, à pé, até a entrada da área de segurança máxima de fronteira. Para idosos ou quem tem dificuldades de caminhar a polícia dispõe de pequenos carrinhos para o transporte.

Enfim, foi uma experiência muito interessante!

Ataque suicida no lado paquistanês: em novembro de 2014, cerca de 60 pessoas foram mortas e 110 pessoas ficaram feridas em um ataque suicida no lado paquistanês da fronteira Wagah. Logo após o término da cerimônia do recolhimento da bandeira, um jovem, de idade entre 18 a 20 anos, detonou a 5kg de explosivos em seu colete, a 500 metros do ponto de fronteira, atingindo as pessoas que retornavam para suas casas. 

Decidi citar o fato acima porque foi um acontecimento recente muito grave, mas foi um ato isolado e serviu para ambos os lados reforçarem muito mais a vigilância!

Meu momento com a bandeira da Índia. Confesso que até senti um pouco de inveja do patriotismo dos indianos!

O que mais me impressionou em Wagah Border não foi a cerimônia em si, mas a animação e o orgulho dos indianos com a própria pátria.

Esta cerimônia demostra o interesse de paz em ambos os lados e que os conflitos entre Índia e Paquistão um dia ainda irão acabar!

E você, o que achou deste evento?
Beijos,
Ana
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Jardim da Lua e o Taj Mahal - vídeo!

Para quem quiser ver a minha visita ao Jardim da Lua ou Mehtab Bagh, em movimento, aqui está o post que eu gravei por lá!


Aperta o play e vem comigo apreciar uma vista diferente do Taj Mahal, na cidade de Agra, Índia.


Se você ainda não leu o post anterior, eu sugiro dar uma passadinha por lá, pois eu explico melhor o que é este Jardim da Lua e também conto um pouco sobre a (possível) intenção do Imperador Sha Jahan em construir um Taj Negro, de frente para o Taj original.

Se gostou do vídeo, dê seu joinha/like lá no youtube.

Beijos,
Ana Maria

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O misterioso Jardim da Lua, do outro lado do Rio Yamuna!

O Jardim da Lua (Mehtab Bagh) fica no lado oposto do Rio Yamuna, ao norte do Complexo do Taj Mahal, mas poucas pessoas que visitam a cidade de Agra, na Índia, conhecem este jardim. A maioria só quer conhecer o Taj Mahal mesmo.


Apesar do Jardim da Lua, que mais  parece com um parque, não ter a beleza do jardim do Taj Mahal, ele oferece uma vista bastante interessante do magnífico monumento.



É do outro lado do Rio Yamuna que conseguimos ter uma visão única do Taj Mahal e das Jawab, que são os dois edifícios que o ladeiam, já que no Complexo isto não é possível, devido às árvores que acabam escondendo a vista de um ou de outro. Estes dois edifícios são idênticos, como se fossem um espelho um do outro, mas com o Taj Mahal ao centro.



O Jardim da Lua possui o formato quadrado, com cerca de 300m x 300m e está perfeitamente alinhado com o Taj Mahal, porém, na margem oposta do rio. Com o terreno é plano, durante as estações das chuvas, a área próxima ao rio torna-se parcialmente inundada.



O Imperador Shah Jahan, percebendo que o local oferecia uma vista perfeita do Taj Mahal, criou este jardim em 1652 e mandou construir passarelas de gesso, pavilhões, piscinas e fontes. O jardim foi projetado como parte integrante do Complexo do Taj Mahal e sua largura era idêntica a este.



Neste local, segundo alguns historiadores (outros dizem ser uma lenda), o Imperador Shah Jahan desejava construir um mausoléu em mármore preto, um gêmeo do Taj Mahal, para ser o seu próprio mausoléu, mas antes foi preso na torre do Forte de Agra por seu filho Aurangzeb. Explico isso melhor no post de 2015, link aqui.



Na parte do Jardim da Lua que fica de frente para o Taj Mahal só sobraram ruínas e a base dos alicerces do que um dia foi um esplendoroso jardim de admiração ao mausoléu. 

Já imaginou o impacto que seria um Taj Negro aqui?

Como eu já citei no primeiro post sobre o Taj Mahal, em dezembro de 2015, a tese de que realmente iria ser construído um Taj Negro foi reacendida em 1871, quando ACL Carlleyle, um arqueólogo britânico, tornou-se o primeiro pesquisador a encontrar restos estruturais no local, embora enegrecidos por musgos e líquens.

Eu me arrepio toda só de imaginar a existência destes dois Tajs

Fotos extraídas do site The Black Taj Project

Na foto podemos ver o "formigueiro" de gente que estava visitando o Taj Mahal!

Não podia falta essa clássica foto, mesmo no Jardim da Lua.


Tirando a parte das ruínas, que são conservadas do jeito que estão, o Jardim da Lua está muito bem cuidado, cheio de flores, com a grama aparada e as árvores podadas.

Esta indiana com foice e um fardo de grama na cabeça era uma das trabalhadoras do jardim.


Fiquei muito feliz em conhecer o Jardim da Lua, sua beleza e suas ruínas. Muito mais do que uma vista diferente do Taj Mahal, eu adorei pisar no local onde, supostamente, seria construído o Taj Negro.

Origem e história do Jardim da Lua, em inglês. Clique na foto para ampliar.

O valor da entrada para o Jardim da Lua custa apenas 100 rúpias e ele fica aberto á visitação diariamente, ao contrário do Taj Mahal, que fecha às sextas-feiras, dia sagrado para os muçulmanos.


O que você achou do Jardim da Lua? Já tinha ouvido falar?

Beijos,
Ana

*Para quem se interessou em aprofundar no assunto sobre o Taj Negro, existe o site The Black Taj Project (O Projeto do Taj Negro), que aprofunda o assunto. Para quem quiser ler em português, é só usar o Google Tradutor.
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Testando amostrinhas: NIVEA SUN, Protetor Solar Facial Toque Seco Antissinais - FPS 60

Recebido na Glambox de março e como eu estava viajando, só agora é que pude testar um protetor solar da Nívea, em miniatura. Trata-se do Nivea Sun, um protetor solar facial, com FPS 60, toque seco e antissinais.


O que diz o fabricante: o NIVEA SUN, Protetor Solar Facial Toque Seco Antissinais oferece proteção imediata UVA/UVB conta os efeitos do sol, prevenindo o envelhecimento da pele (rugas e manchas solares), causado pela exposição e/ou radiação solar.

Ingredientes - Clique na foto para ampliar.

Sua fórmula fluida ultra leve com toque seco é de rápida absorção e ajuda no controle do brilho da pele. Perfeito para usar mesmo antes da maquiagem.

Modo de usar: agite antes de usar e aplique abundantemente antes da exposição ao sol. 
• Reaplicar sempre, após sudorese intensa, nadar ou banhar-se, secar-se com toalha e durante a exposição ao sol. 
• É necessária a reaplicação do produto para manter a sua efetividade. 
• Para crianças menores de seis (6) meses, consultar um médico. 

Atenção: este produto não oferece nenhuma proteção contra insolação. Uso somente externo. Evite contato com os olhos e boca. 


Minha experiência: como você pode, este protetor é uma loção bem fluída e escorre rapidamente. É preciso ter um certo cuidado para não desperdiçar o produto. Mas assim que ele é espalhado, ele desaparece completamente e a pele fica super sequinha e com um cheirinho agradável e super suave, não é enjoativo como muitos protetores.

Acima, logo após eu ter espalhado a loção que estava escorrendo pela minha mão. Na foto é possível perceber que ele não deixou um vestígio sequer. Ele realmente tem o toque muito seco.

Ainda não testei no sol forte do verão porque estamos no inverno, mas posso dizer que ele é excelente. Talvez no verão, por suar mais, ele tenha que ser reaplicado com uma frequência maior.

Considerações finais: eu fiquei encantada com este protetor solar toque seco NIVEA SUN FPS 60, ele é perfeito para usar no rosto antes da maquiagem. E a proteção 60 é muito boa, então ele realmente deve prevenir contra manchas e envelhecimento precoce da pele provocado pelo sol.

Certamente vou comprar a embalagem full size. O tamanho disponível é de 50ml, nas versões FPS 30 e FPS 60. O preço está em torno de R$ 40,00 a R$ 50,00. 

Você já conhecia o NIVEA SUN Toque Seco? Gostou?

Beijos,
Ana
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