Leitura da semana: A Vaca no Estacionamento

Vou começar este post com uma pergunta: você tem raiva de quê? Como assim? Por que esta pergunta? Aaah, é para começar a falar sobre um livro que estou lendo e também indicar para quem achar que lhe pode ser útil.

O nome do livro é A Vaca no Estacionamento. Nome curioso não? Este livro aborda sobre a raiva, um sentimento inerente ao ser humano e que pode se manifestar também como irritação, ironia, rancor e desprezo.


Quem já assistiu ou ouviu falar sobre o filme (bem antiguinho...) “Um Dia de Fúria”, com Michel Douglas? Bom, este filme mostra um caso de extrema falta de controle, mas pessoas normalmente equilibradas não chegam a tanto.... 

Afinal, o que é a raiva? Que sentimento é este que nos provoca emoções tão destrutivas? De onde ela vem e por que é tão difícil administrá-la?

Segundo a tradição budista, a raiva resulta de demandas não atendidas. Podem ser demandas razoáveis ("quero amor do meu parceiro"), mas também podem ser exigências irracionais ou impossíveis ("quero ser amado por todos"). As pessoas possuem milhares de demandas - a maioria não dita -, mas à medida que estas são identificadas, é possível compreender as frustrações e dissipar a raiva.

As pessoas mais zen sabem controlar, outras, apenas disfarçar e algumas mais esquentadas, não se seguram. Aí é que mora o perigo. Na hora da raiva podemos dizer ou fazer coisas que jamais serão esquecidas, mesmo que perdoadas. Principalmente se for para alguém que gostamos muito.

E se a raiva for contra um estranho? Exemplo: estamos num estacionamento lotado, procurando uma vaga. Quando finalmente encontramos, chega um esperto e a “rouba” de nós. Ai, que raiva! Dá vontade de xingar, esvaziar os pneus, riscar o carro, etc. Normalmente ficamos só com a buzina e xingamos o malandro.

Mas se, além de roubar a vaga, o motorista sai do carro, dá um sorriso debochado e ainda faz um gesto obsceno? O que você gostaria de fazer nessa hora? Aposto que, tudo o que você pensar, se classificaria como uma ação penal. Não ficaria ainda pior?

Numa situação como esta, os autores do livro nos propõem a imaginar o seguinte: e se a vaga, na verdade, fosse ocupada por uma vaca? Dá vontade de rir, não dá? Ou de atropelar a vaca, hehehe

Eu tenho sangue italiano (de pai e mãe) e esquenta fácil. Com o dizia meu avô materno quando estava furioso: “Agora me subiu as 24h!” E todo mundo já sabia o que ele queria dizer e baixava a crista. O dia tem 24 horas, mas tem momentos em que as 24h vêm todas de uma vez, então imagine...

Voltando ao livro: recém comecei a ler e estou gostando. Milagre não vai fazer, mas acredito que vai ajudar a controlar um pouco quando o meu sangue italiano começar a esquentar. 

O objetivo deste livro não é eliminar a raiva, mas dar a ela um contexto diferente. Um dos exercícios é tentar transformar a raiva em outro sentimento, como por exemplo, a compaixão. Provavelmente vamos nos sentir bem melhor. Será que é fácil? Acho que não, mas também não deve ser impossível.

Então esta é a minha dica: A Vaca no Estacionamento, de Leonard Scheff e Susan Edmiston – 176 páginas - Editora Fontanar – Preço sugerido: R$ 24,90.

Boa leitura e boa semana!

Beijos,
Ana
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Passeando e pagando mico em Florença!

Quem nunca pagou mico em viagens que atire a primeira banana!

Viajar é maravilhoso. Estamos sempre descobrindo lugares novos, conhecendo pessoas, aprendendo e vivenciando culturas diferentes... Enfim, é tanto conhecimento que se adquire em uma viagem que seria impossível relacionar.

Eu estou acostumada a viajar e por isso mesmo, sempre me informo antes sobre o que eu gostaria de conhecer em determinada cidade ou país. Compro livros, revistas, mapas e pesquiso na internet o que eu posso para saber mais sobre o lugar, para não deixar de fora algo muito interessante.

Em uma viagem à Europa, em 2010, eu e meu marido estávamos em Roma e decidimos pegar um trem, o Frecciarossa, que viaja em uma velocidade de até 350km/h, para passar um dia em Florença. Pouco mais de 1h de viagem e lá estávamos nós, na cidade de Dante.

Ponte Vecchio a Fiume Arno

Passeamos bastante por Firenze (Florença, em italiano). Andamos em volta do Rio Arno, atravessamos a Ponte Vecchia e admiramos suas vitrines cheias de jóias e ouro. Passamos por algumas praças, igrejas, pelo Palácio Pitti e fomos almoçar. Escolhemos ao acaso um restaurante maravilhoso, o Il Cantinone. É uma adega charmosa e antiga, em arcos e abóbadas de 1200, muito aconchegante. Recomendo mesmo.

Este restaurante tem até uma enoteca própria, com excelentes opções de vinhos.

Marcio Muniz Nascimento e Ana Maria Brogliato
Almoço no Restaurante Il Cantinone

Os pratos são servidos bem decorados e o ambiente é muito bonito. Pedimos uma salada e 2 pratos diferentes, mais vinho e água e gastamos em torno de 80 e poucos euros, incluindo o serviço. 

Até aqui, tudo certo, mas cadê o mico? Calma, eu preciso descrever o acerto para você ter uma ideia do tamanho do erro cometido depois. 

Terminado o almoço, fomos passear mais um pouco e entramos na igreja Santa Maria del Fiori. Lindíssima com seus mármores coloridos em branco, rosa e verde. Subimos os 463 degraus íngremes até a cúpula de igreja. Lá de cima se tem uma vista deslumbrante de toda a Florença e arredores.

Santa Maria del Fiori Firenze Italia
Do alto do terraço da Igreja Santa Maria del Fiori

Descemos, passeamos mais um pouco e, já cansados mas ainda faltando muito para o nosso trem de volta a Roma, decidimos procurar um restaurante para jantar. Aqui é que o mico se materializa.

Antes de viajar, sempre compramos um Guia Publifolha sobre cada cidade mais importante que decidimos conhecer, e, nele tem dicas maravilhosas. Inclusive nos orienta a não escolher um restaurante com as seguintes características:

1 - Não entrar em um restaurante em que o garçom está chamando na porta. Se o restaurante é realmente bom, não precisa chamar.

2 - Não escolher um restaurante onde o cardárpio está escrito em mais de 5 idiomas, pois se está tentando agradar a tanta gente diferente, não vai agradar a ninguém.

3 - Óbvio, desconfiar de preços muito baratos.

A lista é maior, mas estas 3 dicas são suficientes para se perceber se o lugar é legal ou não.

Bom, cansados de tanto andar, subir e descer degraus e famintos, passamos em frente a um restaurante muio simpático, com mesinhas na frente, folhagens na decoração, tudo muito bonitinho e limpinho. O nome era Hot Pot (não tem nem site). Tudo bem que era até um pouco cedo para o jantar, mas o garçom estava lá na porta e nos chamou para entrar.

centro de Florença
Restaurante Hot Pot

Entramos e olhamos o cardápio: estava escrito em 8 idiomas diferentes, mas na hora não nos ligamos neste detalhe. Era um buffet, coisa rara na Europa (eles chamam de self service, mas não é a gente que se serve, como aqui), e o valor era impressionante: 9 euros por pessoa, com uma carne, massa, batata, salada, vinho e sobremesa incluídos. Não lembro se o serviço era à parte. Nos olhamos e pensamos: “Beleza, é aqui mesmo!”

Quando começamos a passar pelo buffet, sentimos que seria uma furada, mas já era tarde. Eu desisti da carne, pois era frango e eu não gosto. Meu marido pegou o tal frango, que foi requentado no microondas, veio chiando e com aquele fiapinho de penugem no couro, perecendo pelinho... Eca! 

Bom, quando olhei a batata frita, era puro óleo, mas pude trocar por outra cozida na água. Peguei a massa, era penne, mas depois descobri um novo prato: “pennhoque”. O que é isso? É massa penne com nhoque. Deve ter sobrado nhoque da refeição ou do dia anterior e misturaram para render. 

E o vinho? Ai, ai... só de abrir a tampa da garrafinha, deu dor de cabeça. A sobremesa era um tiramissú (é uma das sobremesas mais populares da Itália, a qual leva biscoito tipo champanhe, creme de baunilha, café, queijo). Realmente... não sei como fui acreditar. Era um tipo de flan, bem aguado, nem de longe parecia um tiramissú.

mico em Florença

Bom, conseguimos comer só metade de tudo, porque mesmo com fome, não desceu...

Que mico!!! Com o cansaço e a fome, não prestamos atenção aos sinais, mas para uma coisa serviu: nunca rimos tanto! E hoje, só de lembramos deste restaurante, caímos na risada. 

Esta experiência valeu muito e fica a dica pra você: se mesmo sabendo, você cai em uma destas, transforme este mico em uma comédia e dê boas gargalhadas!

Se você quiser contar algo engraçado que lhe aconteceu em uma viagem, deixe seu comentário. Eu e outros(as) leitores(as) vamos gostar muito, com certeza. 

Beijos,
Ana Maria
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Resultado do Sorteio Kit Travel Moroccanoil

A SORTEADA NÃO SE MANIFESTOU NAS 48H E FOI FEITO NOVO SORTEIO!
DIVULGAÇÃO EM POST DO DIA 23 DE ABRIL!

O Sorteio de aniversário de 3 meses do Blog foi realizado há pouco e a sortuda estava com sua inscrição ok. Segue abaixo o nº e nome:


Parabéns Josele! Você já foi avisada por e-mail e tem 48horas para entrar em contato e informar o endereço para entrega do seu prêmio, caso contrário, será realizado novo sorteio.

Lembre-se do compromisso de me enviar uma foto quando você receber o seu kit, para divulgação aqui no Blog.

Beijos e muito obrigada a todas que participaram!

Este foi o 1º sorteio do Blog, mas continuem ligadas aqui, pois outros sorteios e novidades acontecerão.

Ana


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Humor no intervalo: lançamento da Pobre Box!

Considerando este um intervalo entre as minhas postagens, selecionei um vídeo que acabei de ver e não consigo mais parar de rir...

Quero dividir com você essa ótima sacada de humor e criatividade da EstrellaNanne:


Vou transcrever também o texto que acompanha o vídeo:

"Este vídeo é uma paródia aos vídeos de meninas sobre comprinhas, Glambox, Blushbox e o mais famoso Glossybox. É um conteúdo de humor sem intuito algum difamar ou denegrir a imagem das empresas, parceiros ou clientes."

É isso, aproveite o intervalo e até o próximo post.

Beijos,
Ana Maria

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Você se considera consumista ou moderada?

É muito bom consumir! Quem não gosta de comprar uns modelitos novos de roupas, sapatos da estação, lançamentos em maquiagens, mais um ou dois perfumes, último modelo de celular ou notebook?... Enfim, a lista é grande e a conta também.


E você deve pensar: eu trabalho pra isso, para me proporcionar estes prazeres. Senão, de que adianta ganhar dinheiro se não posso gastá-lo? Você está certa, dinheiro é para essas coisas... Mas não é só para isso! A vida é cheia de surpresas e imprevistos também. 

O que devemos aprender a controlar é a compra por impulso, exagerada e sem guardar um centavo a cada mês, para uma compra maior depois ou para imprevistos.

Quem nunca comprou um mesmo modelo de roupa, mas de cores diferentes? A gente acaba enjoando e uma das cores fica lá jogada, no fundo do armário. Nem vou entrar no detalhe de roupas compradas, no mínimo, um tamanho menor que o nosso, com o pensamento de que é só fazer uma dietinha rápida e logo vamos entrar na calça, blusa, vestido... Será mesmo?
 
E batom? Temos em média 15 ou 20 batons (algumas têm muito mais), sendo que 3 ou 4 são da mesma cor. Não damos conta de usar tudo na validade e quando enfim resolvemos usar, o batom está com aquele gosto de velho (argh!). Eu mesma, volta e meia reviro minhas caixinhas de maquiagem e encontro um monte de sombras e batons que nem lembrava que tinha e que já estão velhos. Não vou usar mais, é claro, vou preferir usar os últimos que eu comprei.

E os sapatos? Eu sei, são a perdição da maioria das mulheres. A cada lançamento de estação, compramos no mínimo 2 ou 3 modelos. Pra que tanto sapato? Vejo nos blogs de troca e nos brechós virtuais, mulheres (inclusive eu) vendendo ou trocando sapatos praticamente novos. Compraram no impulso, usaram uma ou duas vezes e depois se arrependeram. Eu dou muitos sapatos para amigas que calçam o mesmo nº, mas às vezes eu penso: se eu vender 2 ou 3 pares destes que estão praticamente novos, libero espaço no meu armário e posso comprar outro par. O problema é que é difícil vender algo usado, mesmo bem baratinho e em excelente estado! 

Não precisamos parar de comprar. Longe disso! Apenas estou levantando a questão de comprarmos com inteligência e não só por impulso. Se fizermos a nós mesmas 2 ou 3 perguntas antes de cada compra, desistimos da metade. Exemplo: 

1. Estou mesmo precisando disto? 
2. O valor vai se pagar pelo uso? 
3. E se eu deixar para comprar amanhã, ainda vou querer? 

Bom, só estas perguntinhas já bastam... Tente fazê-las ao menos uma vez e depois me diga.


Poupança/aplicação/ecconomia: você guarda um pouquinho, 5 ou 10% do seu salário, todo mês? Se você respondeu: “sim, até mais!” Parabéns! Mas algumas podem pensar, “não preciso guardar, ganho bem”; ou “como guardar, se ganho tão pouco?” Nos dois casos, sempre é possível guardar, nem que seja só um pouquinho. Mais adiante podemos fazer uma viagem muito legal, comprar um computador novo, ou mesmo renovar nosso guarda-roupa, sem correr riscos de ficar no vermelho.

Mas este é um exercício de controle que, para funcionar, temos que querer muito fazer. Se pensarmos em tudo o que podemos fazer com mais dinheiro disponível... É bom demais!

Já passei por várias fases, da mão de vaca à consumista. Mão de vaca quando ganhava pouco e consumista quando estava ganhando bem. Sou publicitária, trabalho com atendimento direto a clientes e ganho comissão sobre tudo o que comercializo em rádio, tv, internet, jornais e revistas. Isso pode ser ótimo ou péssimo. O mercado varia muito e, às vezes, o contrato não fecha, o cliente não paga em dia... Enfim, não ganhamos a comissão que esperávamos e temos que refazer os cálculos, apertar o cinto. Mas sobre o que já gastamos, só tem uma coisa a fazer: temos que pagar e se não dispomos de reservas, nos desesperamos.

Eu tive uma quebra no orçamento há alguns anos e precisei apelar para o Banco Mamãe S.A. Fiquei tão chateada que prometi a mim mesma que nunca mais iria passar por isso. De fato, acredito que hoje eu consegui um equilíbrio: não sou tão econômica, mas também não posso ser considerada uma gastadora. Acho que eu compro bem. Só compro coisas boas. Comprar porque está baratinho não vale a pena, pois perdemos em qualidade. 

Se eu tenho algum evento especial e me falta uma roupa mais adequada, aí eu compro o que eu gostar, mesmo com o valor um pouco mais alto do que eu gostaria. Caso contrário, eu aproveito para comprar quando encontro algum produto muito bom que está em promoção ou quando passo por free-shops. Aí sim, eu compro muita coisa, mas tudo o que eu costumo mesmo usar e por ótimos preços.


Ainda tenho muita roupa e calçados que não uso, frutos dos meus impulsos, que às vezes acontecem - perfeição não existe, né? Mas a diferença de anos atrás é que agora eu sempre tenho uma reserva financeira e posso pagar minhas compras, até meus impulsos, sem ficar no vermelho.

E você, o que pensa sobre este assunto? Deixe seu comentário!
Beijos, 
Ana
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