Mercado Público de Porto Alegre, a alma da cidade está ferida!

Sempre que eu visito uma cidade, uma das primeiras coisas que eu faço questão de conhecer é o seu Mercado Público e todos os demais que são tradicionais do lugar. Cada mercado é singular e reflete a alma de seu povo. 


Então, especialmente para o dia de hoje, em que a jovem senhora chamada Porto Alegre comemora seus 243 anos, eu fiz um post especial sobre o Mercado Público Central, onde analiso, com os olhos de uma turista, as belezas e as feridas da "nossa alma".


Não consegui entrar direto no site do Mercado Público (http://www.mercadopublico.com.br), me pareceu que ele foi desativado, mas através do site da Prefeitura é possível obter muitas informações, além do Google e na Wikipédia, é claro.


Posto Turístico do Mercado Público

Ontem à tarde eu fui até o Mercado Público para fazer mais algumas fotos e decidi entrar no Posto Turístico, que fica na parte externa. Como se eu fosse uma turista, com máquina fotográfica na mão, pedi algum material sobre o Mercado. Me olharam com certa preguiça e responderam simplesmente: "sobre o Mercado não temos nada!

Tudo bem, a falta de material não é culpa dos atendentes, mas a atenção ao turista sim! Sou formada em Turismo pela PUC/RS e sei muito bem como eles deveriam ter me atendido. Sem contar que eu viajo bastante e também sei o que um turista precisa. Respondida a minha pergunta com educação, mas sem muita vontade, voltaram aos seus afazeres e eu saí daí de lá com aquela vergonha alheia no peito. 

E seu eu fosse realmente uma turista?

Eles poderiam ter me atendido com mais simpatia, me perguntado de onde eu era e se eu precisava de mais alguma informação. Pobre do turista de verdade, se quiser saber algo, que procure no Google! E foi o que eu fiz!

O prédio na cor laranja, ao lado do Mercado Público, é a Prefeitura Municipal

Breve Histórico

O Mercado Público Central de Porto Alegre, inaugurado em 1869,  é um prédio histórico, localizado ao lado da Prefeitura Municipal e de frente para o Chalé da Praça XV. 


O seu estilo arquitetônico inicial era neo-clássico, mas após diversas reformas, está bem eclético. Em 1912, foi construído o 2º pavimento, para instalação de escritórios e repartições públicas. Posteriormente foi ocupado por vários restaurantes e lancherias.


A Masson foi uma grande Relojoaria e Ótica de Porto Alegre, mas que faliu há muitos anos. Este relógio na entrada do Mercado não funciona, talvez a Prefeitura esteja esperando que a Masson o conserte!

Lamentável querer fazer uma boa foto e se deparar com estas pichações num prédio de formas arquitetônicas tão belas.

Em 12 de dezembro de 1979, o Mercado Público foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre e, entre 1990 e 1997, o MPC passou por um processo de restauração, que também ampliou o número de estabelecimentos.

Café do Mercado

A parte externa tem alguns bares e cafeterias interessantes e com as instalações estendidas pelo Largo Glênio Peres.


Já está sendo montada a Feira do Peixe, que acontece todo ano, durante a Semana Santa, que antecede à Páscoa.


Não consigo fazer um post resumido, quando o assunto é muito interessante e Mercados são o meu fascínio. Por isso, achei melhor dividir este assunto em dois posts. À tarde eu libero o post que mostra o interior do Mercado Público Central de Porto Alegre. Tem algumas curiosidades muito interessantes! Aguardo você! 

Me conte como é o Mercado Público da sua cidade, é legal? Está bem cuidado?

Beijos,
Ana

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4 comentários :

  1. Que pena que o atendimento foi ruim...
    O mercado de BH é ótimo, mas também tem seus probleminhas...rsrs

    bj

    http://nandaaflordapele.blogspot.com.br/

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    1. Oi Nanda, todo lugar tem seus problemas, é claro, mas tamanho descaso com o nosso Mercado Público, um prédio com uma história tão rica e uma arquitetura belíssima é de deixar qualquer um bem chateado. Bjs

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  2. Infelizmente a cada vez que vou ao Brasil o atendimento não é lah muito bom, e as pessoas ainda costumam dizer que na França (Paris) que os atendentes/vendedores são sem vontade...
    Meu marido não fala português, ele se vira em qualquer lugar do mundo, mas no Brasil fica dificil. Uma vez fomos na Renner, eles queria comprar uns chinelos de presente e eu disse que ele poderia se virar e passar no caixa, bastava dizer "bom dia", apresentar os artigos e o dinheiro para pagar. Alguns minutos depois vi a maior confusão no caixa que não andava, os clientes reclamando e a menina do caixa gritando para ele que não entendia nada... Fui ver o que estava acontecendo e a menina insistindo para ele apresentar o cartão e parcelar em X vezes. Puxa, eu sei que é o dia a dia dela, mas não dava para perceber que o cara não era dali e finalizar a venda???

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    1. Olá Milena, realmente você deve estranhar muito quando vem para cá... Tem lugares em que o atendimento é até exemplares, mas a grande maioria ainda tem muito o que melhorar...
      Só imagino a cara do seu marido sem entender nada a confusão que a caixa armou por causa do cartão. É básico, ela se percebeu que ele não falava português, pra quê oferecer e (e insistir) para que ele fizesse o cartão da loja? hehehe..
      As empresas investem muito pouco nos treinamentos e, juntando com quem também não têm lá muita vontade de se aperfeiçoar, dá nisso...
      Beijos

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